Grêmio Campeão do Mundo – 1983

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Campeão do Mundo


MUNDIAL INTERCLUBES
Gremio 2 x 1 Hamburgo

11 de dezembro de 1983 – Estádio Nacional – Tóquio, Japão
Horário: 12h (Japão) – 00h (Brasil)
Público: 62.000
Arbitragem: Michel Vautrot (FRA) auxiliado por Toshikazu Sano (JAP) e Shizuhasu Nakamichi (JAP)
Gols: Renato aos 37min do 1° tempo; Schröeder aos 40min do 2°tempo e Renato aos 3min da prorrogação
Cartões Amarelos: Mazaropi, Caio, Renato e De León (GRE) ;Stein (HAM)

GRÊMIO FBPA: Mazarópi ;Paulo Roberto, Baidek, De León e Paulo César Magalhães; China, Osvaldo (Bonamigo 25 do 2°t) e Mário Sérgio, Renato, Tarciso e Paulo César Caju (Caio 33 do 2°t)
Técnico: Valdir Espinosa
Reservas: Beto, Leandro, Casemiro, Tonho e César

HAMBURGER SV: Stein, Wehmeyer, Hieronymus, Jacobs, Schroeder, Groh, Rolff, Magath, Hartwig, Hansen, Wuttke
Técnico: Ernst Happel

DIRETORIA E COMISSÃO TÉCNICA
Presidente
: Fábio André Koff
Vice de futebol: Alberto Galia
Diretores: Túlio Macedo e Rudy Armin Petry
Supervisor: Antônio Carlos Verardi
Preparador físico: Ithon Fritzen
Médico: Ziuton Bohmgahrem
Vice-Presidente – Adalberto Preis
Vice-Presidente – Mário Leitão
Vice-Presidente – Mauro Rosito


YouTube – Gols do jogo – narração: Ranzolin – aqui
YouTube – Gols do Fantástico – aqui
YouTube- Entrega da Taça – aqui

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Jornais e Revistas

Campeão – Festa no Brasil

Campeão – Festa no Japão

O planeta reverenciava o futebol do gaúcho. O capitão Hugo de Leon foi o responsável por levantar a taça do campeonato. Renato foi eleito o melhor em campo e recebeu um carro Toyota dos patrocinadores. Começava em Tóquio a festa gremista que não tinha data para terminar.
Depois de receber o troféu e as medalhas, o capitão comandou a volta olímpica pela pista atlética do estádio Nacional acompanhado pelos companheiros, diriegntes, comissão técnica e alguns torcedores que conseguiram entrar no gramado.

Depois de receber o troféu e as medalhas, o capitão comandou a volta olímpica pela pista atlética do estádio Nacional acompanhado pelos companheiros, diriegntes, comissão técnica e alguns torcedores que conseguiram entrar no gramado.

Os cerca de 200 torcedores brasileiros que estiveram presentes no jogo, iniciaram uma peregrinação a pé até o hotel onde a delegação estava hospedada. A festa dos jogadores continuou no vestiário, no ônibus e no saguão do hotel. De León e Renato ficaram no estádio para a entrevista coletiva. A festa seguiu durante a tarde e a noite do Japão. Em Porto Alegre, ninguém dormia mais.

Grêmio.Net: Você tem alguma história curiosa vivida neste período no Japão que possa ser relembrada?

Espinosa: Logo após o final do jogo, eu, o De Leon e o Renato, que havia sido eleito o melhor em campo, permanecemos no estádio para a entrevista coletiva enquanto o resto do grupo ia para o hotel. Quando chegamos de volta ao hotel, chamei todos os jogadores para o meu quarto e pedi três champanhas para comemorar. Quando o japonês trouxe a conta eu me apavorei. Não tinha como pagar. Chamei o Koff e disse: “Presidente, assina essa conta aqui pra mim”. Ele disse: “Tá bom. Deixa comigo”. (Risos) Isso que foram só três champanhas. Imagina se tivesse pedido mais?

Terminado o jogo em Tóquio, De Léon, Renato e eu ficamos para a entrevista coletiva. Ao chegarmos no hotel,mais tarde do que a delegação ,convidei a todos os jogadores para tomarmos um champagne no meu apartamento. Todos lá, pedi 5 garrafas de Don Perignon!
Antes que o garçom estourasse a primeira garrafa, olhei a nota e vi que a despesa era de quase U$1500(hum mil e quinhentos dólares).Imediatamente gritei:”-Stop”!
O garçom assustado parou.
Peguei o telefone e liguei para o Presidente Koff, contando o acontecido e pedi-lhe ajuda para pagar aquela nota.
De imediato recebi a autorização para assinar a nota e então gritei para o garçom ,que ainda estupefato, aguardava:-“Ok!Go on!!!”
Iniciavamos assim a comemoração de um Titulo ,que tem sua fiel tradução na música, que diz:

NADA PODE SER MAIOR!!!!!!!!” (Valdir Espinosa)


No vestiário do Estádio Nacional de Tóquio, Renato comemorava o título, os dois gols e a escolha de melhor em campo (o jogador recebeu um carro da Toyota). Os jogadores eram abraçados por torcedores que conseguiram entrar. Foi uma festa inesquecível


Grêmio.Net: Você foi escolhido o melhor em campo e recebeu um carro da Toyota. O que foi feito com o carro?

Renato: Havíamos combinado que se alguém ganhasse o carro, pegaria o valor em dinheiro e dividiria com o resto do grupo ou ficaria com o carro tirando o dinheiro do bolso para dividir com o pessoal. Eu optei pela primeira: peguei o dinheiro e dividi com o grupo.

Como prêmio, ganhei o Toyota oferecido pelos organizadores ao melhor em campo. Mas vendi e rateei o dinheiro. Afinal, se fiz os gols o Grêmio inteiro mereceu o título” ( Renato portaluppi)

Obs: o carro era um Toyota Carina


Grêmio.Net: Qual o momento mais marcante daquele conquista no Japão?

Banha: Foi quando o juiz apitou o final de jogo e a festa começou no estádio. Depois continuou no ônibus, no hotel. Tudo com muito champanhe.

2º gol do Grêmio – Renato

Logo no início da prorrogação, porém, Osvaldo em lançou para cima do lateral Schröeder. Cortei para dentro e ele deve ter pensado que eu iria repetir a jogada do primeiro gol, quando dei mas dois dribles. Por isso, chutei de pé esquerdo e, felizmente consegui marcar” (Renato Portaluppi)

Mas o Grêmio também tinha suas jogadas ensaiadas. Em uma delas, o atacante Caio lançava na primeira trave a uma altura baixa e em velocidade. Tarciso ia sempre ao encontro da bola, puxava a marcação de um zagueiro e cabeceava para o gol.

Aos três minutos da prorrogação, porém, a bola ganhou altura maior do que o costume. Tarciso rememora:

— Só pude desviar o suficiente para que o Renato a recebesse mais atrás.

Foi mesmo o suficiente. Renato dominou com o pé direito, deu um rápido corte no beque e chutou de esquerda, rasteiro, no contrapé do goleiro Stein. (Zero Hora – 11/12/2008)

“três minutos após o jogo recomeçar, a bola chega outra vez na área alemã. Schroeder leva o primeiro corte, mas o truque não é novo e ele já sabe o que fazer para brecar o segundo. Só que Renato, traiçoeiro e letal, não espera. Bate cruzado, de esquerda. Gol do Gremio! ” (Eduardo “Peninha” Bueno)

Prorrogação

Prorrogação

O intervalo foi de muito trabalho para o massagista Banha, que teve que se desdobrar para manter aquecidos os músculos de Renato e China, ambos reclamando de dores musculares. Como o técnico Valdir Espinosa já havia feito as duas substituições a que tinha direito, todos teriam que voltar para a prorrogação.

A definição da partida a favor do Tricolor não demorou para acontecer. Logo aos 3 minutos, brilhou mais uma vez a estrela do predestinado Renato. Num cruzamento da esquerda de Caio, Tarciso apenas encostou, de cabeça, a bola para o ponteiro gremista. Renato dominou de direita, cortou a marcação de Schröder e chutou rasteiro, de canhota, no canto esquerdo de Stein, que ficou sem reação.

Grêmio 2 a 1! Festa gremista em Tóquio e em todo o Brasil.

O Hamburgo partiu pra cima e quase conseguiu o empate aos 5 minutos, num escanteio cobrado por Magath. Renato tentou afastar de cabeça mas errou em bola, ela acabou batendo na cabeça de China e quase entra no seu próprio gol. Para sorte do Grêmio, ela passou por sobre a meta.

Aos 9 minutos, Renato sofreu falta ao lado da área, pela direita. Mário Sérgio se apresentou para a cobrança mas ao invés de fazer o cruzamento, como todos esperavam, tentou surpreender Stein chutando direto a gol. A bola passou perto do poste esquerdo saindo para tiro de meta. Se fosse em direção à meta, dificilmente o goleiro alemão faria a defesa.
Já nos minutos finais da primeira etapa, Renato evitou um contra-ataque do Hamburgo segurando a bola com as mãos. Recebeu cartão amarelo. Hartwig discutiu com o bandeirinha depois de ter sua cobrança de lateral revertida e também recebeu cartão amarelo.

Nos descontos, Hansen recebeu dentro da área, de costas para o gol. A marcação evitou o primeiro arremate, mas a bola sobrou para Jakobs, junto à pequena área, pela direita. Ele chutou forte, rasteiro, mas Mazaropi, bem colocado, defendeu com as pernas e evitou o empate alemão. Acabava a primeira etapa da prorrogação.

O Hamburgo parecia abatido, sem forças para tentar chegar ao empate. Os alemães faziam pressão de maneira desorganizada, no desespero, enquanto o time gaúcho continuava levando perigo nos contra-ataques. Era questão de tempo para o Grêmio comemorar.

O Tricolor ainda teve uma última chance de matar o jogo quando Caio recebeu completamente livre, na frente de Stein. Com o gol aberto, ele não teve tranqüilidade e mandou por cima. Mas o gol não fez falta.

Sem dar descontos, o árbitro Michel Vautrot apitou final de jogo em Tóquio. Renato, ajoelhado, desabou em lágrimas. Assim fizeram todos os gremistas, em todo o planeta. O Grêmio era Campeão do Mundo. O maior título que um time de futebol poderia alcançar.
Grêmio.Net: Qual a principal lembrança que você tem daquela conquista?

Espinosa: São duas lembranças: antes do início da prorrogação, o De Leon, que era o capitão, chegou pra mim e disse: “Fica tranqüilo. Lá na área ninguém mais vai cabecear”.Ouvindo isso, o Renato chegou pra mim e falou: “Se lá atrás a defesa garante, pode deixar que lá na frente eu vou arrebentar”.

DE LÉON

Terminado em 1 x 1 no tempo normal ,o jogo do mundial em 83 ,estavam todos sentados no campo ,quando comecei a pensar e a por em prática o trabalho de levantar o moral de todo mundo.Até porque ,naquele momento, estavámos um tanto abalados pelo fato do Hamburgo ter empatado o jogo no final e não poderíamos de maneira alguma, entrar na prorrogação de cabeça baixa!

Mas uma preocupação era forte:as bolas aéreas bastante executadas por eles e que acabou resultando no gol de empate.

Quando iniciei a falar sobre o assunto ,o De Léon disse:

-“Podem deixar toda a bola aérea comigo!Ninguém vai mais cabecear na nossa área”!

Aquele foi o grito que despertou a confiança e a certeza de que iríamos realmente vencer!

Foram 30 ‘ emocionantes:

Fizemos 1 gol e poderíamos ter feito mais!

Ah !E o Hamburgo? Não cabeceou nenhuma bola mais em nossa área!

O capitão cumpriu com o que havia falado!

GRÊMIO 2 X 1 HAMBURGO (Valdir Espinosa)

A vitória chegaria na raça, na vontade…na sorte.

A TV japonesa transmitiu os 90 minutos ao vivo para a capital japonesa mas teve que interromper as transmissões locais pois a grade de programação não estava programando os 30 minutos de tempo extra.

Até hoje existem japoneses que não sabem o resultado final da partida.

No Brasil, a TV Gaúcha continuava com as imagens dos atletas gremistas extenuados atirados ao chão esperando a prorrogação.

Logo aos 3 minutos da primeira etapa, novamente brilhou a estrela de Renato. Ele recebeu na área cruzamento vindo da esquerda. Dominou com o pé direito, driblou a marcação e chutou com a outra perna, no canto do goleiro Stein.

Grêmio 2 a 1!

Não dava mais para perder.

Já nos minutos finais, num contra-ataque, o atacante Caio (aquele mesmo que marcou o primeiro gol na final da Libertadores contra o Peñarol) perdeu a chance de colocar de vez seu nome na história do Grêmio como “o artilheiro das decisões”. Ele recebeu a bola logo após a linha divisória do gramado, entrou com ela dominada completamente livre, e, na entrada da área, mandou uma bomba por sobre o travessão.

Por sorte, esse gol não fez falta.

Grêmio Campeão Mundial!

Gol do Hamburgo – Schröeder

“Mas, aos 41 min do segundo tempom impõe-se a máxima alemã: Lutar até o apito final. Então, com China jogando no sacrifício e Renato com caimbras fora de campo, o determinado Hamburgo empata o jogo. O gol foi do vingativo Schröeder, que havia sido humilhado pelos dribles de Renato e, talvez em honra a Mohdieck – o zagueirão que, antes de jogar pelo Grêmiom jogara no Hamburgo-, foi lá e igualou o escore. Meio chato, mas digno e heróico.” (Eduardo “peninha” Bueno)

Com um jogador a mais – Renato sentia cãibras e era atendido fora de campo por Banha – os alemães empatam. Schröeder, momentaneamente sem ter a quem marcar, aventurou-se na frente e, num lance desajeitado e sem beleza, tirou do Grêmio o topo do mundo.” (Marcos Eduardo Neves)

“Osvaldo também lembra da “ducha fria” que foi tomar o gol de empate aos 41 minutos do segundo tempo, depois de Renato abrir o placar em uma jogada sensacional aos 38 do primeiro. O 1 a 1 saiu em cabeçada do zagueiro Schroeder, após cobrança de falta.

— Sabíamos que o forte deles era o jogo aéreo. Nos preparamos para isso — lamenta Mário Sérgio. ” (Zero Hora, 11/12/2008)

Grêmio.Net: No momento em que o Hamburgo empatou o jogo, você estava atendendo o Renato, com câimbras, na beira do gramado. Como foi aquele momento?

Banha: Quando o Hamburgo fez o gol, nós gelamos. O Renato se levantou rapidamente e voltou para o campo dizendo “vamos ganhar, vamos ganhar”. Graças a Deus ele conseguiu fazer o segundo gol na prorrogação. A equipe já estava cansada física e mentalmente e o gol veio na hora certa.

Grêmio.Net: Qual foi o momento mais difícil?

Espinosa: O gol do Hamburgo. O jogo já estava no final e isso levaria a decisão para uma prorrogação. Mas depois do que escutei do De Leon e do Renato não perdi a confiança.

Grêmio.Net: Quando o Hamburgo chegou ao empate, no final de jogo, você estava com câimbras fora de campo. O que você sentiu naquele momento? Chegou a temer que a vitória poderia escapar até porque o grupo estava sentindo bastante no aspecto físico?

Renato: Foi um momento complicado. Cheguei a temer se eu não voltasse para o gramado. Felizmente o Banha (massagista) fez uma massagem esperta e me deixou na boa.

“Nós sofremos um abalo emocional muito grande com o gol de empate a quatro minutos do fim. Tratamos de acalmar os jogadores antes da prorrogação, mas aquela equipe havia sido muito bem trabalhada e tinha um grupo maduro, com Mário Sérgio, De Leon, Paulo César. E o golaço do Renato, logo no início da prorrogação, transferiu toda a pressão para os alemães”.(Ithon Fritzen)

Segundo Tempo

O Tricolor não perdeu tempo e, aos 2 minutos, já criou a oportunidade para ampliar o marcador: Mário Sérgio fez um lançamento buscando Tarciso, na esquerda, que entrava por trás da zaga. Antes dele apareceu Paulo César Magalhães completamente livre, que dominou e chutou, mesmo sem ângulo. No último momento apareceu o pé salvador de um zagueiro alemão para dividir o chute, e a bola passou à direita da meta de Stein.
O lance se repetiu cinco minutos depois: Osvaldo deu um balão afastando o perigo da área gremista e acabou armando um contra-ataque com Tarciso pela direita. Ele recebeu nas costas da zaga alemã, desceu com a bola dominada, entrou livre pela área e só não marcou porque um zagueiro apareceu no momento certo para mandar a escanteio.

Aos 12 minutos, uma jogada que poderia ter mudado a história da partida: Baidek deu um chutão pra frente, afastando o perigo da área gremista e lançando Renato na direita. O ponteiro gremista partiu pra cima do marcador, entrou na área, deu um drible de corpo, colocou a bola na frente e foi derrubado por trás por Hieronymus no momento em que poderia marcar o segundo gol. O árbitro Michel Vautrot, mau colocado, nada marcou. Uma penalidade escandalosa a favor do Grêmio.

Três minutos depois, Paulo César Lima desceu com a bola dominada pela intermediária de ataque. Com categoria, lançou Mário Sérgio que entrava pela direita, livre, se aproveitando da confusão da defesa alemã. Ao invés de chutar, ele preferiu tentar o cruzamento buscando o mesmo Paulo César que entrava pela pequena área. Antes dele apareceu novamente o pé salvador de um defensor. Stein já estava batido.

Neste momento, embora o Hamburgo dominasse o meio de campo, o Grêmio era muito mais incisivo em seus ataques. Os alemães não sabiam transformar seu domínio territorial em ataques e abusavam das bolas levantadas na área. O Grêmio, por sua vez, bem postado atrás, se limitava a dar balões pra frente buscando a velocidade de Renato ou Tarciso nos contra-ataques.

Aos 24 minutos, Espinosa tirou Paulo César Lima e colocou o atacante Caio. Dois minutos depois um dos cruzamentos para a área do Grêmio levou perigo à meta de Mazaropi. Magath cruzou da esquerda, encobrindo De Leon, e o zagueiro Jakobs arrematou de cabeça. A bola foi no ângulo direito com pouca força, forçando o goleiro Tricolor a grande defesa.

Aos 30, Stein saiu da área para tentar jogar com os pés mas acabou errando em bola e teve que fazer falta sobre Tarciso, que levava vantagem. O goleiro alemão recebeu cartão amarelo. O mesmo cartão seria apresentado a Mazaropi no minuto seguinte por retardar a cobrança de um tiro de meta.

Aos 34, Bonamigo entrou no lugar de Osvaldo. Um minuto depois, Caio desceu pela esquerda, sem marcação, e arriscou o chute, obrigando Stein a fazer grande defesa. No lance seguinte, Paulo Roberto cruzou da direita e Caio mergulhou de cabeça, mandando a bola no canto direito de Stein, que fez outra grande defesa.

Aos 40 minutos, o árbitro francês marcou um toque de mão de Bonamigo na intermediária de defesa do Grêmio. Felix Magath fez a cobrança buscando o segundo pau, onde Jakobs evitou o tiro de meta cabeçeando a bola de volta para a pequena área. A zaga gremista não conseguiu afastar e Schröder dominou e mandou para as redes, sem chance para Mazaropi. O Hamburgo chegava ao empate no finalzinho do jogo.


No desespero, o Grêmio ainda tentou a vitória no tempo regulamentar. Aos 45, Renato teve uma chance depois que De Leon ajeitou de cabeça, na entrada da pequena área. O chute de esquerda saiu errado, por sobre o gol. Foi o último lance dos 90 minutos. Ficaria tudo para a prorrogação.Na etapa final, o Hamburgo ficou com o domínio das ações mas praticamente não levou perigo ao gol de Mazaropi que brilhou em algumas intervenções.

Já nos minutos finais, o time alemão tentou um ataque pela esquerda. Voltando para ajudar na marcação, Renato conseguiu roubar a bola no campo de defesa e chutou para lateral. No momento em que esticava a perna finalizar o movimento do chute, o craque gremista sentiu fortes cãimbras e deixou o gramado para ser atendido na beira do campo. Neste momento, o único em que Renato estava de fora, o Hamburgo chegou ao empate. Bola levantada na área gremista e Schröeder empurrou para as redes.

Eram 40 minutos do segundo tempo.

O desânimo desabou sobre os torcedores das organizadas do Grêmio que assistiam à partida na sala do Departamento Eurico Lara, na frente de um pequeno aparelho de TV. Muitos já estavam no pátio de estacionamento esperando o apito final para iniciar a festa. A cerveja já tinha terminado.


Os poucos fogos que estouravam na madrugada daquele domingo em Porto Alegre, naquele momento, não eram de gremistas.

Qualquer obediência aos critérios táticos já tinha sido deixada de lado por parte dos jogadores gremistas. (Gremio.net)

1º gol do Grêmio – Renato

E foi o que aconteceu, quando o Mário Sérgio botou a bola nas costas dele, ali no primeiro gol, no meio de campo, e a bola foi indo, foi indo… o azar dele foi que ele ficou recuando, e era o que eu queria, eu fui indo e quando eu cheguei dentro da área, eu pensei: ‘agora ele tá fudido, eu vou dar o drible e se ele me derrubar é pênalti’. Lá ele podia ter me derrubado e parado a jogada, aí quando eu cheguei dentro da área eu pensei que, ou ele ia me roubar a bola, ou eu ia fazer o gol, porque aqui ele não pode me derrubar. Foi corte para cá, para lá, eu ia cruzar a bola e vi Tarciso entrando aí quando eu dei o último corte nele para cruzar eu i que o goleiro mexeu só o corpo, ficou parado com os pés, mas ele veio com o corpo para interceptar o cruzamento, aí ele deixou uma brecha entre a trave e ele, aí não sei nem como a bola entrou, porque eu peguei no contrapé, chutei entre ele e a trave.” (Renato Portaluppi)

Obs: Quem deu o lançamento na verdade foi o Paulo César Caju.

Aos 37min do primeiro tempo, Renato dribla uma, duas, três vezes o alemão Schröder. Quando o atônito zagueiro prepara o bote que seria certeiro, Renato dispara um petardo direto para as redes alemãs. 1 x 0 para o Grêmio’. (Eduardo “Peninha” Bueno)

E o time tricolor volta ao ataque de novo com Renato,. Sempre ele. Agora, o ponta invade a área, corta o lateral Schröeder três vezes, para lá, para cá, e fuzila mesmo sem ângulo. Gol do Grêmio. Os Japoneses aplaudem, encantados com o que vêem. O Baile sai do Campo e incendeia Porto Alegre em um fantástico carnaval” (Revista Placar)
Aos 37 minutos, Renato recebeu a bola na direita, driblou a marcação e chutou cruzado, entre o goleiro e a trave esquerda.

Grêmio 1 a 0.

No Salão Nobre do Conselho Deliberativo do Grêmio, centenas de conselheiros e dirigentes vibravam na frente do telão disponibilizado pelo Clube.

Na pista atlética feita de “tartan” no Estádio Nacional de Tóquio, o técnico Valdir Espinosa, que antes da partida anunciou que deixaria o Grêmio independente do resultado, se abraçou com Renato comemorando a vitória parcial. (gremio.net)

Primeiro tempo

Depois de um minuto de silêncio, o árbitro Michel Vautrot deu início ao jogo. Saída de bola para o Hamburgo.

O jogo começou com o Grêmio nervoso, errando muitos passes. O Hamburgo, por sua vez, dominava o meio de campo mas não conseguia chegar ao gol gremista. O primeiro lance com um certo perigo foi do Hamburgo, aos 20 minutos: Magath tentou meter a bola para Hansen, que entrava pela área. De Leon se antecipou de carrinho na meia lua da grande área. A bola rebatida pelo capitão gremista explodiu no corpo de Hansen e ficou pingando na marca do pênalti. Mais esperto, Mazaropi saiu para fazer a defesa antes que o alemão conseguisse chegar.

Quatro minutos depois, Hansen desceu com a bola dominada pela direita e foi bloqueado pela zaga gremista quando tentava a conclusão, já dentro da área. A bola sobrou no outro lado para Wuttke, que tentou o arremate de longe, chutando por cima do gol, sem perigo para Mazaropi.

A primeira jogada de impacto do Grêmio ocorreu aos 31 minutos: Renato foi lançado na direita, levou a bola até o fundo de campo e fez o cruzamento. A zaga se antecipou, mandando para escanteio. Mário Sérgio cobrou o córner tentando o gol olímpico e quase surpreendeu o goleiro Stein, que deu um soco na bola mandando outra vez pela linha de fundo.

Aos 36 minutos, Tarciso foi lançado pela esquerda e ganhou o escanteio quando tentava cruzar para Osvaldo que entrava pela área. Paulo César Lima cobrou o córner, que foi afastado pela zaga alemã para a entrada da área, onde Mário Sérgio esperava o rebote. Ele pegou de primeira e quase surpreendeu Stein, mas a bola saiu muito alta.

Dois minutos depois o Grêmio chegaria ao primeiro gol. O Hamburgo tentava chegar com perigo na área gremista, mas parou em Paulo Roberto, que afastou a bola de qualquer maneira para a intermediária. Paulo César Lima dominou no peito e rapidamente lançou para Renato, na direita, puxando o contra-ataque.

Ele dominou a bola um pouco além da linha divisória do gramado e partiu em direção ao fundo de campo, sempre acompanhado de perto por Schröder, seu marcador. Em velocidade, já dentro da área, Renato ameaçou correr para fazer o cruzamento. Ao invés disso, puxou a bola de volta para seu pé esquerdo enganando o marcador. Ao ver o alemão voltar para tentar evitar o cruzamento com a esquerda, Renato puxou outra vez com a direita. Já com o marcador vencido, mas sem ângulo, ele preferiu chutar. Junto à trave, o goleiro Stein foi surpreendido pela potência do chute e não conseguiu fazer a defesa. A bola passou entre ele e o poste esquerdo. Grêmio 1 a 0!


O Hamburgo ainda teve a oportunidade de empatar nos minutos finais da primeira etapa, com uma cobrança de falta de Rolf, na entrada da área. Magath cobrou rasteiro, pelo lado da barreira, forçando Mazaropi a fazer uma grande defesa em dois tempos. (Gremio.net)